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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Pesquisadores encontram evidências de vida a 10 quilômetros abaixo do nível do mar

Pode haver algo vivendo milhares de metros abaixo da superfície do Oceano Pacífico ocidental. Não, provavelmente não é Godzilla, mas ainda é muito emocionante.

Cerca de 10 quilômetros abaixo da superfície, na Fossa das Marianas, os cientistas dizem que podem haver provas possíveis de vida. Seus resultados estão publicados no Proceedings da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

As evidências provêm de minerais expelidos das profundas fendas hidrotermais oceânicas dentro da Fossa das Marianas. Esta é uma fossa oceânica localizada no Oceano Pacífico ocidental que foi formada pela colisão de duas placas tectônicas. Está confirmado que possui pelo menos 10,994 metros (36,070 pés) de profundidade no seu ponto mais profundo, embora alguns estudos afirmem que poderia ser mais.

Logo na fronteira convergente da placa tectônica, em uma área conhecida como arco Izu-Bonin-Mariana, os cientistas coletaram amostras de um mineral serpentino que continha vestígios de material orgânico. A análise do material orgânico mostra que é muito semelhante ao produzido por micróbios em outras partes da Terra.

“É como uma mensagem em uma garrafa”, disse o principal autor, Oliver Plumper, cientista da Universidade de Utrecht, na Holanda. “Embora nós não saibamos a origem exata do material orgânico com precisão, nossa análise química indica a vida profunda dentro ou mesmo abaixo do vulcão de lama.”

A profundidade foi calculada como de 10 quilômetros, onde a temperatura interior do vulcão de lama atinge o limite que os cientistas acreditam que pode existir vida: aproximadamente 122 ° C.

Mas o que poderia possibilitar a existência de qualquer potencial forma de vida lá embaixo? Quando a serpentina é formada através do processo de serpentinização, produz gás metano e hidrogênio. Os pesquisadores observam que isso poderia ser usado como uma fonte de alimento por micróbios, muito parecido com a forma como outras vidas microbianas utilizam os sistemas de serpentinização no oceano.


“Os vulcões de lama são uma janela única no subsolo profundo e nos permitem rastrear processos que de outra forma permaneceriam ocultos”, acrescentou Helen King, outra cientista da Universidade de Utrecht. “A descoberta do material orgânico na litosfera foi particularmente interessante, pois pode indicar uma biosfera profunda abaixo dos vulcões de lama”.

Por Matheus Gonçalves
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