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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Satélite pode cair no Brasil e gerar bola de fogo no fim de semana

Satélites artificiais podem passar anos ou até décadas com certa estabilidade na órbita baixa da Terra, a centenas de quilômetros da superfície. Mas aos poucos eles vão perdendo altitude, e acontece que a atmosfera de nosso planeta é bem mais extensa do que muitos pensam: cada vez mais rarefeita, ela também se estende por centenas de quilômetros.
REENTRADA NA ATMOSFERA DO SATÉLITE EUROPEU ATV-1 SOBRE O OCEANO PACÍFICO EM SETEMBRO DE 2008 (FOTO: NASA/ESA)

Conforme a órbita dos satélites decai para regiões mais baixas e densas da amosfera, o atrito e o calor gerado a partir da interação com as moléculas faz com que essas estruturas metálicas peguem fogo. Dependendo do tamanho do satélite ou do pedaço de lixo espacial, o resultado da chamada reentrada atmosférica pode ser uma grande bola de fogo, que normalmente se desintegra e não oferece riscos.
Existe a possibilidade de que exatamente este fenômeno possa ser observado nas regiões Norte e Nordeste do Brasil neste final de semana, na noite do sábado (7) ou madrugada do domingo (8). Como reportou a equipe do EXOSS, projeto que reúne astrônomos profissionais e amadores para monitorar meteoros, o objeto em questão é o satélite francês Ariane 5 Deb (Sylda), lançado em agosto de 2007 da base de lançamentos da ESA na Guiana Francesa — o Centro Espacial de Kourou.
É POSSÍVEL QUE BOLA DE FOGO DO ARIANE 5 DEB (SYLDA) POSSA SER AVISTADA NAS REGIÕES NORTE E NORDESTE DO BRASIL NA NOITE DO SÁBADO (7) OU MADRUGADA DO DOMINGO (8) (FOTO: REPRODUÇÃO)
A janela é imprecisa porque a tecnologia e o conhecimento atuais ainda não permitem calcular um evento como este com exatidão muito tempo antes da reentrada. Como existem diversas variáveis que influenciam no processo de decaimento da órbita, só é possível cravar com maior precisão o horário e o local em que um satélite queima na atmosfera poucas horas antes disso acontecer.
previsão atual do grupo de pesquisas Aerospace é de que a reentrada do Ariane 5 Deb ocorra às 20:02 (horário de Brasília) sobre a região da Indonésia, mas por enquanto existe uma variação de 9 horas para mais ou para menos. Então nada impede que a bola de fogo acabe caindo aqui no Brasil. Para confirmar, basta ficar de olho nos cálculos do Aerospace, atualizados constantemente, ou então acompanhar serviços que monitoram a órbita de satélites em tempo real, como o Heavens Above e o N2YO.

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