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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cientistas planejam usar armas nucleares para destruir asteroides perigosos!

Se um asteroide enorme atingisse a Terra, a humanidade es taria, em uma palavra, ferrada. Para prevenir que isso aconteça, e com sorte inspirar uma regravação de Armageddon durante o processo, um time de cientistas está explorando a possibilidade de bombardear os asteroides com armas nucleares.
Bombardear asteroides para prevenir o apocalipse parece ficção científica, mas entre os cientistas que trabalham com defesa planetária – campo preocupado em proteger a Terra de objetos letais – essa é uma ideia completamente legítima.
O trabalho da defesa planetária.
Numa coletiva de imprensa realizada nesta semana durante o encontro da União de Geofísica dos Estados Unidos, pesquisadores do Laboratório Nacional de Los Alamos e do Goddard Space Flight Center da NASA falaram sobre as melhores saídas para prevenir uma sequência da Extinção do Cretáceo-Paleogeno. Existem apenas duas boas opções: pêndulos cinéticos, que empurram cometas e asteróides ligados à Terra para órbitas mais benignas, e explosivos nucleares, que os destroem em pedacinhos.
Existem 15 mil objetos conhecidos próximos da Terra que poderiam, em algum ponto do futuro, ameaçar o nosso planeta. A defesa planetária – esse conceito de nos proteger contra esses intrusos celestes – existe há décadas, mas ganhou relevância considerável no ano passado com a inauguração do Planetary Defense Coordination Office da NASA – ou Gabinete de Coordenação de Defesa Planetária, em tradução livre.
Esse gabinete, que tem a missão de assegurar a identificação de objetos “potencialmente perigosos” (com mais de 30 a 50 metros de largura) dentro de 0,05 UA (unidade astronômica) em relação à Terra, já possui diversos projetos em andamento. Entre eles o OSIRIS-Rex, missão lançada em setembro que está indo em direção ao asteroide Bennu e que irá coletar um pouco de poeira para trazer o material de volta, e o Asteroid Redirect Mission (ARM), que pretende capturar um asteroide, desviá-lo para a órbita lunar e, em seguida, enviar astronautas para retirar amostras.
Contra o tempo.
Missões como a OSIRIS-Rex e ARM são os primeiros passos rumo ao entendimento do perigo imposto por objetos próximos da Terra. Responder a essa ameaça em tempo hábil, no entanto, é outro desafio.
“É muito importante reduzir o nosso tempo de reação”, disse Joseph Nuth do Goddard Spaceflight Center da NASA, apontando que o cometa C/2013 A1 da nuvem de Oort passou “a uma distância mínima de Marte” apenas 22 meses depois de ser descoberto em janeiro de 2013. Se os astrônomos tivessem observado um objeto como o C/2013 A1 numa rota de colisão com a Terra, não “haveria muito o que ser feito”, disse Nuth.
Nuth imagina um planeta Terra bem defendido equipado com “veículos espaciais observadores” que, assim como um vigia, mantivesse os olhos em objetos perigosos perto da Terra. Se o observador encontra alguma coisa, todos os detalhes coletados seriam enviados para um “veículo espacial interceptador”, que seria armazenado no planeta.
“Um observador pode documentar o eixo de giro, formato e órbita do asteroide, para que tenhamos a máxima probabilidade de desviá-lo da Terra”, disse Nuth. Idealmente, uma vez que um objeto com muitas chances de impacto fosse detectado, um ou mais interceptadores seriam lançados em um espaço de tempo menor que um ano.
A alternativa das armas nucleares.
Catharine Plesko, pesquisadora no Laboratório Nacional de Los Alamos que usa supercomputadores para gerar modelos de cenários de desvios de asteroides, diz que com décadas ou séculos de tempo de execução, a abordagem do pêndulo cinético é preferível para desviar o objeto. Mas se o nosso veículo espacial interceptador não tiver tempo o suficiente e se o asteroide for grande demais, talvez seja necessário partir para armas nucleares.
“Um pêndulo cinético basicamente é uma bala de canhão gigante”, diz Plesko. “A tecnologia de bala de canhão é muito boa, porque você está interceptando o objeto numa velocidade muito alta. Mas se você precisa de muita energia, uma explosão nuclear é a melhor maneira”.
“Ela abrange a maior quantidade de energia com a menor massa”, adicionou Robert Weaver do Laboratório Nacional de Los Alamos. A maior parte da energia gerada por uma explosão nuclear, segundo Weaver, vem na forma de raios-x, que esquentam e evaporam a superfície de objetos próximos. Uma detonação nuclear perto de um asteroide, faria com que a pedra recuasse na direção oposta a do material sendo vaporizado. “Se for algo de última hora, poderíamos até destruir o asteroide inteiramente”, completou Weaver.
São os primeiros passos.
Para ficar claro, não existe missões como essa com sinal verde para prosseguir, na NASA ou em qualquer outro lugar. Nenhuma delas envolve amarrar um monte de bombas nucleares numa espaçonave. Por enquanto, a ideia existe em supercomputadores e na imaginação de cientistas, embora tenha sido colocada em pauta de forma mais concreta no ano passado, com o primeiro rascunho de uma proposta de missão da NASA chamada Hypervelocity Asteroid Mitigation Mission for Emergency Response (HAMMER).
Plesko, Weaver, Nuth e seus colegas planejam continuar aprimorando a HAMMER, enquanto consideram vários aspectos do problema de desviar um asteroide. Eles irão estudar inclusive quantas bombas seriam necessárias para destruir asteroides e cometas de diferentes tamanhos. Para esses cientistas, a coisa mais importante é ter uma conversa real sobre a defesa planetária e começar os trabalhos o quanto antes.
“Desastres naturais acontecem o tempo todo”, disse Galen Gisler do Laboratório Nacional de Los Alamos. “Esse é um desastre natural que nós podemos ver quando estiver chegando e preveni-lo”.
Conceito artístico da Asteroid Impact Mission da Agência Espacial Europeia. Imagem: ESA–ScienceOffice.org.

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