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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Após um século de buscas, cientistas confirmam existência de espécie marinha bizarra

Há mais de um século, cientistas nomearam essa estranha criatura como “barqueiro da morte”, em referência ao mítico barqueiro de Hades, Caronte, responsável por transportar as almas dos mortos pelo submundo. Agora, pesquisadores finalmente puderam confirmaram sua existência, conforme proposto em um estudo publicado na Marine Biodiversity Records.

Registrada oficialmente em 1899, na Califórnia, a transparente criatura está envolvida em uma nuvem de muco, é invulgarmente grande e esteve no radar de pesquisadores há anos, embora ninguém jamais a tivesse identificado.
Nomeada como Bathochordaeus charon, ela foi descoberta pela primeira vez pelo biólogo Carl Chun, da Universidade de Leipzig, na Alemanha. Ao longo do tempo, ela foi visualizada várias vezes, mas somente agora foi avistada definitivamente – em Monterey, costa da Califórnia – de acordo com informações da Science Alert.

Segundo Rob Sherlock, do Instituto de Pesquisas do Aquário da Baía de Monterey (MBARI), os pesquisadores não sabiam que tinham encontrado um B. charon até examinarem o espécime mais de perto. “Parecia que Chun finalmente foi confirmado após anos de dúvidas”, disse em entrevista à Live Science. Há de se considerar que identificar uma vida marinha extremamente pequena não é uma tarefa fácil. Após a descoberta de B. charon em 1899, os cientistas começaram a duvidar de sua real existência, uma vez que compartilhava muitas semelhanças com outra espécie, a Bathochordaeus stygius, descoberta em 1936.

O fato de os espécimes originais de Chun terem se perdido também não ajudou muito a solidificar a descoberta. “Os cientistas eventualmente começaram a se perguntar se Chun não teria descrito o B. stygius como B. Charon” apontou Tia Ghose da Live Science. “Um especialista em larvacea chegou até sugerir que os nomes das espécies fossem combinados”.

Porém, quando a equipe de MBARI enviou um veículo operado remotamente, chamado Doc Rickettss, para a baía de Monterey, capturou um espécime vivo, confirmando tudo o que anteriormente havia sido descrito por Chun. A equipe também esclareceu ambiguidades das outras vezes em que o animal foi visto. Foi definido que B. charon é um tipo de larvacea – criaturas de movimentos livres, semelhantes a girinos e que não conseguem ultrapassar 1 centímetro de comprimento (sem incluir a cauda) – embora o espécime encontrado por Sherlock tivesse cerca de 9 cm de comprimento.
B. charon se alimenta por meio da produção de um invólucro de muco capaz de capturar minúsculas partículas, como uma rede de pesca que flutua pelo oceano. No entanto, os pesquisadores ainda não sabem responder exatamente onde vivem, como se reproduzem ou envelhecem.

Em muitos aspectos, sabemos mais sobre a Lua do que sobre a vida no oceano”, disse.
Confira algumas imagens da recém-confirmada espécie:
Science Alert ] [ Fotos: Dovulgação / MBARI via Science Alert ]
Jornal Ciência 

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