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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Site mostra que avião deu 2 voltas e reduziu velocidade antes da queda

O site que acompanha o tráfego aéreo mundial Flight Radar 24, conhecido pela possibilidade de rastrear as aeronaves em tempo real, mostra que o voo Lamia CP-2933, que caiu na Colômbia com o time brasileiro Chapecoense, deu duas órbitas no ar, antes de começar a reduzir velocidade e altitude e cair próximo ao região de Rionegro, na Colômbia.


Site Flight Radar 24h mostra o acompanhamento do voo do Chapecoense que caiu na Colômbia; pilotos deram duas voltas em círculo no ar antes da queda (Foto: Reprodução)


A aeronave levava o time para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.

Conforme o Flight Radar 24, que acompanha as aeronaves pelo transponder, a aeronave, um Avro AR-85, o piloto fez dois círculos a uma altitude de 21 mil pés (6 mil metros de altitude) a uma velocidade média 250 nós (cerca de 460 km/h). Em seguida, porém, o avião vai diminuindo velocidade e altitude gradativamente.


O último registro da aeronave é quando ele se encontra a 15,550 pés de altitude (4.739 metros), conforme o sinal de GPS, e uma velocidade de 142 nós (263 km/h). A aeronave da companhia boliviana LaMia que levava o time do Chapecoense, matrícula CP-2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e seguia para Medellín, na Colômbia.
O avião tinha 17 anos e 8 meses de uso e pertencia a uma empresa venezuelana que operava na Bolívia. O acidente ocorreu na Serra El Gordo, zona rural do municipio de La Unión, em Antioquia. O local fica a 2.500 metros de altitude.

O chefe da Aviação Civil da Colômbia, Alfredo Bocanegra, afirmou que o piloto do avião do Chapecoense pediu para pousar em Rionegro durante o trajeto, e que reportou ao controle de tráfego aéreo de Rionegro que tinha "falhas elétricas graves e pedindo para realizar o pouso de emergência, segundo disse ele à Radio Caracol. O avião foi localizado, no solo após o acidente, sem combusível.


 

"O piloto reportou falhas elétricas graves à torre de controle do Aeroporto em Santa Cruz de La Sierra na Bolívia. A última comunicação com a torre de controle do aeroporto de Rionegro foi quando se deu a autorização para pousar", disse ele. O G1 apurou com autoridades militares brasileiras na Colômbia que o avião caiu quando se preparava para o pouso, a 30 km da pista de Rionegro.

Especialistas em aviação apontam que as voltas dadas pela aeronave no ar mostrariam que o piloto iniciava uma preparação para o pouso, ou esperava a preparação do aeroporto para receber a aeronave. Ele também poderia ter usado o tempo das duas órbitas no ar para pensar sobre o que poderia fazer sobre a situação.

Os gravadores de voz e de dados do avião, chamados de caixa-pretas, poderão conter informações que auxiliarão na investigação, quando forem encontrados.

“Ele pode ter feito as voltas para gastar combustível no ar, preparando-se para o pouso. Se ele reportou pane elétrica, tem que ver o que deteriorou a situação, as condições do aeroporto para receber a aeronave, se opera a aproximação por radar e como ele pretendia pousar”, afirma o coronel Luis Claudio Lupoli, ex-investigador da Força Aérea Brasileira (FAB) e que atuou, inclusive, na queda do Airbus da Air France no Oceano Atlântico em 2009, deixando 228 mortos.

Equipe de resgate trabalha entre os escombros do avião da LaMia de prefixo CP-2933 que caiu com 81 pessoas a bordo na região de Antioquia, na Colômbia (Foto: Reprodução/Twitter/Departamento de Polícia de Antioquia)

As autoridades aeronáuticas colombianas informaram que chovia e o tempo era encoberto por neblina no momento da queda.

A aeronave, fabricada pela British Aerospace em parceria com a BAE Systems e a Avro International, tinha originalmente o nome British Aerospace 146 (BAe 146) e sofreu aperfeiçoamentos para se passar a chamar AR a partir de 1992. Este modelo que caiu deixou de ser produzido em 2001.

O avião que caiu com o time do Chapecoense tinha 17 anos e 8 meses em uso.

Conforme o NTSB, houve dois casos de incidentes de pequeno porte envolvendo o BA-145, registrados em 2005 e em 20213. O primeiro deles foi registrado em outubro de 2005 na cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos, quando a aeronave pousava, houve problemas na pressão hidráulica, que levaram à entrada da pressão na cabine de comando e dentre os passageiros. Passageiros e tripulantes foram evacuados com poucos danos. O relatório final de investigação entendeu que havia um defeito de fabricação que resultou em fadiga no sistema de pressão hidráulica.

O avião que caiu na Colômbia tinha quatro turbinas de grande porte, produzida pela Textron Lycoming ALF 502R-5, e teve originalmente uso militar. Sempre há dois pilotos a bordo.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) está à disposição para contribuir com a autoridade colombiana de investigação.
O governo brasileiro também decretou luto oficial pela morte dos jogadores do Chapecoense e jornalistas que estavam a bordo cobrindo este evento e a FAB colocou dois aeronaves à disposição para participar do resgate e translado das vítimas brasileiras para o Brasil e familiares dos mortos.

Carcaça do avião da LaMia que levava a equipe do Chapecoense é vista após o acidente aéreo na Colômbia. Na lateral é possível identificar parte do prefixo da aeronave (CP-2933) (Foto: Reprodução/Twitter/Departamento de Polícia de Antioquia)

Veja a nota do ministério da Defesa sobre o acidente:
"O Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica lamentam o acidente ocorrido nesta terça-feira (29/11) com a aeronave de matrícula CP2933, da empresa LaMia, que conduzia a delegação da Associação Chapecoense de Futebol, jornalistas brasileiros e cidadãos de Chapecó, no trecho Santa Cruz de La Sierra – Medellín.

Informamos que duas aeronaves C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) e uma equipe de profissionais especializados em resgate, do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), estão de prontidão para auxiliar no resgate e traslado dos brasileiros vítimas do acidente. Também foram disponibilizadas duas aeronaves para transportar familiares das vítimas e equipes de militares.

Além disso, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) está à disposição para contribuir com a autoridade colombiana de investigação."


Fonte: G1


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