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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

NASA fotografa "batalha" entre estrelas gigantes em galáxia vizinha

Duas estrelas massivas formam o sistema binário Eta Carinae, na galáxia de Quilha, e elas não são nada diplomáticas

(FOTO: NATHAN SMITH (UNIVERSITY OF CALIFORNIA, BERKELEY), AND NASA )



Que a história da humanidade seja marcada pela guerra e a disputa por terras, dá até para aceitar. Era de se esperar, porém, que as estrelas não perdessem tempo "pegando em armas" com tanto vácuo disponível por aí.
Pena que isso é só ilusão, mesmo. As duas imensas estrelas que formam o sistema binário Eta Carinae, na galáxia de Quilha, passam um pouquinho perto demais uma do outra em sua trajetória pelo espaço. Tão perto que, na prática, elas formam uma única, turbulenta mancha luminosa de 1,8 unidades astronômicas (UA) de diâmetro. Ou seja, quase duas vezes a distância entre a Terra e o Sol. Considere que a luz — que, é claro, viaja na velocidade da luz —, demora oito minutos para percorrer essa distância, e você perceberá que Eta Carinae é muito, muito grande. Uma briga de gigantes, cujo núcleo acaba de ser fotografado pela equipe de Gerd Weigelt do Intituto Max Plank de Radioastronomia. Os resultados do clique intergalático foram publicados no periódico Astronomy and Astrophysics, e ajudam a revelar o motivo da briga.  

(FOTO: NASA) SIMULAÇÃO DO CHOQUE DOS VENTOS SOLARES FEITA PELA NASA. PERCEBE, IVAIR, DUAS ESTRELAS?
Eta Carinae B, caçula da dupla, é "apenas" 1 milhão de vezes mais brilhante que o Sol, e trinta vezes mais massiva. Eta Carinae A, por sua vez, é quase 5 milhões de vezes mais brilhante que a nossa estrela, e possui 90 vezes mais massa. No ponto mais próximo de suas órbitas, chamado no jargão astronômico de periastro, elas passam a uma distância equivalente ao vão entre Marte e o Sol. Muito pouco para dois corpos tão imensos. Para piorar a situação, isso acontece a cada meros 5 anos.   
Você deve se lembrar dos ventos solares, explicados nessa matéria da GALILEU. Essas ondas de partículas carregadas são liberadas em doses muito maiores por estrelas tão grandes. Quando as duas chegam perto uma da outra, o choque entre as duas marés de íons gera temperaturas superiores a 50 milhões de graus Celsius. O desenho que esses ventos formam após o choque dão a Eta Carinae a aparência de ampulheta que você vê na imagem que abriu a nota, feita pelo Telescópio Espacial Hubble
A teoria dos ventos solares já estava no ar há algum tempo, e a imagem que a confirmou não é tão clara para um leigo quanto a feita pelo observatório espacial da NASA em 1996, há vinte anos. Ela foi feita pelo interferômetro do Very Large Telescope (VLT), no Observatório Europeu do Sul (ESO), que fica no Chile, em 2014, e agora sua análise entregou as respostas necessárias.
(FOTO: ESO)
Esse "quase encontro" das duas estrelas é instável, e o brilho do sistema muda muito rápido. Uma explosão de poeira e gás estelares que ocorreu em 1843 formou em torno do sistema uma nuvem 400 vezes maior que o Sistema Solar — um tipo rotineiro de reviravolta por lá.  

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