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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Neandertais praticavam incesto e sexo com outros hominídeos

Mapeamento completo do DNA do osso de uma mulher que viveu há 50 mil anos revela detalhes sobre a vida dos hominídeos

(foto:Jaroslav A. Polák/Flickr/CreativeCommons)

Cientistas e antropólogos da Universidade de Berkeley, na Califórnia, concluíram o mais completo e detalhado sequenciamento de DNA do Homem de Neandertal e descobriram que os primeiros Homo Sapiens, os Neandertais, os Denisovans (um terceiro grupo, uma subespécie do humano que conhecemos hoje) e um quarto grupo de hominídeos costumavam se reproduzir entre si - ou seja, a reprodução interespécies era bem comum. Além disso, a análise revelou que os Neandertais costumavam se reproduzir com familiares.
A sequência de DNA analisada vem do osso do dedão do pé de uma mulher Neandertal que viveu há cerca de 50 mil anos. Ela, inclusive, era filha de um homem e uma mulher que eram parentes - possivelmente meio irmãos que dividiam a mesma mãe, ou eram tio e sobrinha, avô e neta.
O genoma foi comparado com o DNA dos humanos modernos, dos Denisovans e de uma quarta espécie hominídea, ainda misteriosa, descoberta recentemente por cientistas. A pesquisa estima que entre 1,5% e 2% dos DNA modernos de humanos não-Africanos possam ser conectados aos Neandertais.
Com a comparação, os cientistas descobriram que os Neandertais e os Denisovans eram bem próximos geneticamente, e que seu ancestral comum se separou do dos ancestrais dos humanos modernos cerca de 400 mil anos atrás. O estudo constatou que pelo menos 87 genes específicos dos humanos hoje são bem diferentes dos genes correspondentes nos Neandertais e Denisovans - e aí pode residir a explicação sobre o fato de nós termos permanecido no planeta e eles terem sido extintos.

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