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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Suspeita de sabotagem francesa em Alcântara é comprovada por documentos

Em recente edição, o Folha de São Paulo trouxe uma série de documentos que comprovam que o governo brasileiro suspeitou que o acidente no lançamento do VLS-3, na Base Espacial de Alcântara (MA) em 2003, foi uma sabotagem feita pelos franceses.


Sempre foi comum ouvir sobre boatos de sabotagem norte-americana (vindo do Wikileaks não é muito confiável, já que eles divulgam documentos sobre ETs...), mas nunca de franceses. Mas com um pouco de análise pode-se concluir que a França teria razões e métodos para isso (o que não significa necessariamente que houve sabotagem, muito menos que ela partiu de Paris).

- As melhores bases de lançamento, quanto a posição em relação ao Equador são a Base de Alcântara e a de Kourou, na Guiana Francesa, sendo a brasileira ligeiramente mais favorável. Isso deve ao fato de, próximo ao Equador, a força de rotação da Terra ser mais bem aproveitada para impulsionar os satélites. A redução dos custos com combustível, comparado com o Cabo Canaveral (EUA) e Baikonur (Russia) varia de 13 a 31%.

- A Arianespace, um empresa francesa de lançamento de satélites, movimenta cerca de 1,7 bilhões de reais! E os lançamentos desses satélites ocorrem em Kourou, na Guiana Francesa.

- Em períodos de dois anos são encontradas boias de comunicações em prais próximas de Alcântara, sendo que, como diz um documento confidencial da ABIN, de 2009: “A agência tem monitorado o aparecimento de boias em intervalos de dois em dois anos, nas praias do CLA. Elas são acionadas por controle remoto via satélite e têm capacidade de enviar, transmitir e medir frequência, além de possuírem espaço suficiente para abrigarem corpos estranhos; estão equipadas com bateria de longa duração e painel solar.Há de se estranhar a presença dessas boias no local porque a região não tem indústria pesqueira, não está na rota de barcos que utilizem essas boias, elas não se deslocam para muito distante de onde são colocadas e, no entanto, só são encontradas nas praias próxima ao CLA, apesar dos quilômetros de praias existentes no Maranhão”.

Vale ressaltar que, pela investigação oficial a explosão foi provocada por uma pane elétrica que causou ignição antecipada de um dos propulsores do foguete.

O mais estranho, vindo por parte do nosso governo é, mesmo sabendo da falta de interesse por parte dos franceses no nosso desenvolvimento espacial, nós temos um acordo de "cooperação técnica" com eles!

A reportagem completa pode ser lida abaixo:

Com a suspeita de que era espionado pela França, o Brasil investigou se agentes do serviço secreto francês promoveram ação de sabotagem para explodir a base de lançamento de satélites de Alcântara, no Maranhão.

Em 2003, um acidente no local matou 21 pessoas, entre engenheiros e técnicos do CTA (atual Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), órgão da Aeronáutica.
A Folha obteve documento secreto da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que revela pelo menos três operações de contraespionagem cujos alvos eram espiões franceses e seus contatos brasileiros e estrangeiros.


Houve também monitoramento do serviço de inteligência em órgãos de cooperação e cultura ligados à Embaixada da França. O objetivo era proteger o setor espacial brasileiro da espionagem internacional.

O documento obtido pela reportagem evidencia que o Brasil monitorava o que os agentes da Abin descrevem como "rede de espionagem" da DGSE (sigla de Direção-Geral de Segurança Externa, a agência de inteligência da França), ativa no Maranhão e em São Paulo.



Um ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) confirmou à Folha que o governo sabia da espionagem internacional em Alcântara. Após o acidente, a investigação sobre a eventual sabotagem francesa prosseguiu, conforme disse um ex-dirigente da Abin que pediu para não ser identificado.

Apesar das evidências de espionagem francesa, o governo não encontrou provas de sabotagem. Oficialmente, a explosão foi provocada por uma pane elétrica que causou ignição antecipada de um dos propulsores do foguete.

A localização da base brasileira no Maranhão é considerada uma das melhores do mundo para o lançamento de foguetes com satélites comerciais, pela proximidade ao Equador. A estimativa é que os lançamentos de Alcântara economizem até 30% em combustível.

Se desse certo, a base de Alcântara (que está sendo reconstruída) se transformaria na única concorrente do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa, território que faz fronteira com o Brasil e que pertence ao país europeu.

Conforme documento obtido pela reportagem, ao menos desde 2002 a Abin vigiava a movimentação de espiões franceses em Alcântara. Sob condição de anonimato, um oficial de inteligência que acompanhou o caso disse que um dos alvos era um agente francês do DGSE que se apresentava como Olivier. Ele atuava na região disfarçado de professor de kitesurf, e recrutava informantes na base brasileira. A Abin fotografou o francês e seus contatos.

Os agentes também descrevem no relatório ações para monitorar a rede de espionagem em órgãos como Cendotec (Centro Franco-Brasileiro de Cooperação Técnica e Científica), ligado ao consulado francês em São Paulo, e Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Até 2003, ao menos oito relatórios de inteligência foram produzidos sobre o caso. Procurada, a embaixada da França não se manifestou.


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